Só as mães são felizes?
20/09/2006 - 15:57
Camila Ranzi

A arte imita a vida, ou é a vida que imita a arte?
Dois bons exemplos de mães no teatro e no cinema podem nos dizer isso. “A Mãe”, romance de Gorki encenado pela Cia. Fábrica São Paulo e o filme Zuzu Angel (em cartaz nos cinemas de todo Brasil) têm feito o público refletir não só sobre a relação mãe e filho, mas também de como o sentimento maternal pode levar às mães a se transformarem a atuarem em defesa de toda a sociedade partindo da defesa do próprio filho.
A vida que virou arte pode nos elucidar várias questões além de abrir novamente nossos olhos que o cotidiano insiste em fechar. Numa era de ideais perdidos, essa duas mães surgem para nos lembrar de como seus filhos lutaram por um mundo melhor, abandonando vidas particulares em prol da realização de um sonho.
Vidas com cheiro de armário, que de tão distantes de nós, parecem ser dignas mesmo de um filme ou de uma peça de teatro? Este é um dos objetivos dos feitores de arte de nosso país: a partir de estórias reais, mostram exemplos de vida, de motivação, de criatividade, de possibilidades de se fazer uma revolução diária nos pequenos detalhes do dia-a-dia.
Pelagea Vlassova uma semi-analfabeta que ao ter o filho Pavel preso durante o movimento revolucionário russo de 1905, se articulou, aprendeu a ler e a escrever e disseminou suas novas idéias aos seus amigos e aos camponeses russos. E mesmo depois do filho morto, ainda atuou até a sua própria morte. Para ela, era uma forma de estar unida ao filho mesmo que ausente, pela 3ª coisa: o ideal do comunismo. A história é verídica e Máximo Gorki escreveu, transformada depois em peça por Bertolt Brecht.
Um enredo mais brasileiro é o de Zuzu Angel, que faz de sua moda dos anos 60, um protesto silencioso sobre a ditadura militar e o período negro das torturas e desaparecimentos dos presos políticos. Zuzu era mais informada que Pelagea, uma mulher a frente do seu tempo. Estilista de sucesso internacional, já divorciada do marido e realizada por ter conseguido criar seus três filhos sozinha, recebe a noticia que seu filho Stuart fora preso pela repressão. Procurando por ele em vários locais não encontrou notícias, e mais tarde ao ser informada por um companheiro dele sobre sua morte e tortura, não teve acesso nem mesmo ao seu corpo. Ela então desapegou-se de sua visão de empresária e lutando por justiça, tornou-se figura incômoda para os militares ao agregar em sua busca, a high society, a classe artística e entidades internacionais pela anistia, o que acabou provocando mais tarde sua morte.
Podemos acreditar que nem tudo está perdido. Muitas mães se lamentam pelos filhos, e vice versa. Mas as gerações vêm para isso: para contrapor, questionar e fazer não só com que os filhos aprendam com seus pais, mas também as mães com seus filhos.
SERVIÇO:
“A Mãe”
NÚCLEO 2 DA CIA. FÁBRICA SÃO PAULO
Até 19 de novembro
Sextas e sábados às 21:30
Domingos às 20:30
Duração: 100 minutos
Indicação: acima de 12 anos
Ingresso: R$ 25,00 e R$12,50 (estudantes e 3ª idade)
Teatro Fábrica São Paulo - Sala 1
190 lugares
Rua da Consolação 1623
Estacionamento conveniado R$8,00
Reservas pelo site www.fabricasaopaulo.com.br
informações: Tel.: 3255-5922
Assessoria de Imprensa: Julianna Santos
(11) 32140339/91002540
julianna.santos@ig.com.br
ou Talita Tel.: 3255-5922
Dois bons exemplos de mães no teatro e no cinema podem nos dizer isso. “A Mãe”, romance de Gorki encenado pela Cia. Fábrica São Paulo e o filme Zuzu Angel (em cartaz nos cinemas de todo Brasil) têm feito o público refletir não só sobre a relação mãe e filho, mas também de como o sentimento maternal pode levar às mães a se transformarem a atuarem em defesa de toda a sociedade partindo da defesa do próprio filho.
A vida que virou arte pode nos elucidar várias questões além de abrir novamente nossos olhos que o cotidiano insiste em fechar. Numa era de ideais perdidos, essa duas mães surgem para nos lembrar de como seus filhos lutaram por um mundo melhor, abandonando vidas particulares em prol da realização de um sonho.
Vidas com cheiro de armário, que de tão distantes de nós, parecem ser dignas mesmo de um filme ou de uma peça de teatro? Este é um dos objetivos dos feitores de arte de nosso país: a partir de estórias reais, mostram exemplos de vida, de motivação, de criatividade, de possibilidades de se fazer uma revolução diária nos pequenos detalhes do dia-a-dia.
Pelagea Vlassova uma semi-analfabeta que ao ter o filho Pavel preso durante o movimento revolucionário russo de 1905, se articulou, aprendeu a ler e a escrever e disseminou suas novas idéias aos seus amigos e aos camponeses russos. E mesmo depois do filho morto, ainda atuou até a sua própria morte. Para ela, era uma forma de estar unida ao filho mesmo que ausente, pela 3ª coisa: o ideal do comunismo. A história é verídica e Máximo Gorki escreveu, transformada depois em peça por Bertolt Brecht.
Um enredo mais brasileiro é o de Zuzu Angel, que faz de sua moda dos anos 60, um protesto silencioso sobre a ditadura militar e o período negro das torturas e desaparecimentos dos presos políticos. Zuzu era mais informada que Pelagea, uma mulher a frente do seu tempo. Estilista de sucesso internacional, já divorciada do marido e realizada por ter conseguido criar seus três filhos sozinha, recebe a noticia que seu filho Stuart fora preso pela repressão. Procurando por ele em vários locais não encontrou notícias, e mais tarde ao ser informada por um companheiro dele sobre sua morte e tortura, não teve acesso nem mesmo ao seu corpo. Ela então desapegou-se de sua visão de empresária e lutando por justiça, tornou-se figura incômoda para os militares ao agregar em sua busca, a high society, a classe artística e entidades internacionais pela anistia, o que acabou provocando mais tarde sua morte.
Podemos acreditar que nem tudo está perdido. Muitas mães se lamentam pelos filhos, e vice versa. Mas as gerações vêm para isso: para contrapor, questionar e fazer não só com que os filhos aprendam com seus pais, mas também as mães com seus filhos.
SERVIÇO:
“A Mãe”
NÚCLEO 2 DA CIA. FÁBRICA SÃO PAULO
Até 19 de novembro
Sextas e sábados às 21:30
Domingos às 20:30
Duração: 100 minutos
Indicação: acima de 12 anos
Ingresso: R$ 25,00 e R$12,50 (estudantes e 3ª idade)
Teatro Fábrica São Paulo - Sala 1
190 lugares
Rua da Consolação 1623
Estacionamento conveniado R$8,00
Reservas pelo site www.fabricasaopaulo.com.br
informações: Tel.: 3255-5922
Assessoria de Imprensa: Julianna Santos
(11) 32140339/91002540
julianna.santos@ig.com.br
ou Talita Tel.: 3255-5922

