Neste verão, dias nublados também exigem óculos escuros
26/02/2007 - 12:58
Camila Ranzi
Os olhos devem ser protegidos dos raios ultravioleta também nos dias nublados. A degeneração macular, a catarata precoce e o pterígio são doenças oculares associadas à incidência desses raios, as quais podem ser evitadas ou adiadas com a adoção de alguns hábitos saudáveis fáceis de incorporar ao dia-a-dia. Quem faz o alerta é o oftalmologista Canrobert Oliveira, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB) sugerindo, especialmente, o uso de óculos escuros mesmo nos dias pouco ensolarados, inclusive à sombra ou dentro do carro. O objetivo é evitar a ação agressiva dos raios ultravioleta A e B sobre os neurônios da retina.
Os raios ultravioleta, emitidos pelo sol, são filtrados pela camada de ozônio, mas com o comprometimento desta capa de gás, encontrada na estratosfera, este processo não se desenvolve na intensidade suficiente para que as pessoas possam ignorar medidas protetoras e preventivas inclusive quando o sol não está aparente. Os cuidados devem ser redobrados principalmente neste verão (dezembro a março), quando já é conhecido o fato de que a radiação ultravioleta deverá crescer 30% comparada à mesma estação em 2005. Os índices divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) demonstram variação superior aos 5 pontos aceitáveis pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Impacto - Em um ambiente como este previsto pelo INPE, de acordo com Canrobert, as células da pele e os neurônios da retina sofrem os maiores impactos. “Muitas vezes o efeito não é imediato, mas à medida que envelhecemos, essa agressão pode transformar-se em uma degeneração macular relacionada à idade, se manifestando por volta dos 60 anos de idade e comprometendo a visão”, observa. Conforme o médico, atualmente 25% das pessoas com mais de 60 anos de idade apresentam comprometimento da mácula e, conseqüentemente, dos neurônios da retina.
Um dos sintomas mais evidentes da degeneração macular está no embaçamento da visão central. A pessoa enxerga um objeto próximo, por exemplo, mas não consegue definir os detalhes, também apresenta dificuldade para a leitura e atividades que exijam mais da visão. Além disso, são percebidas distorções nas imagens que chegam ao cérebro.
Catarata - O cristalino, lente natural do olho, também sofre com a ação intensa dos raios ultravioleta A e B desencadeando o processo de catarata. A presença deste problema torna as cores esmaecidas em razão da opacificação do cristalino e dificulta a visão. Para a catarata, o tratamento é feito somente através de cirurgia em que a lente natural é substituída.
Já o pterígio, caracterizado pelo crescimento de uma fina membrana na superfície da córnea, em direção à pupila, além de provocar ardor e vermelhidão nos olhos, causa desconforto diante da exposição ao sol, vento, ar condicionado e até mesmo nas funções rotineiras que exijam esforço visual. Em alguns casos de pterígio também o tratamento recomendado é cirúrgico, destaca Canrobert.
“Olhos não protegidos permitem que os raios ultravioleta A e B, nocivos, atravessem o conjunto de lentes do olho que são fundamentais ao organismo humano para que o foco das imagens seja formado na retina e possamos enxergar o mundo”, explica. Canrobert alerta ainda para o horário de maior incidência dos raios ultravioleta A e B. Entre 10h e 16h, mesmo em dias nublados, a tendência é de que os raios penetrem mais facilmente nos olhos. Nesses períodos, mesmo à sombra e dentro do carro, a melhor medida é usar óculos escuros com filtros UVA e UVB.
Os raios ultravioleta, emitidos pelo sol, são filtrados pela camada de ozônio, mas com o comprometimento desta capa de gás, encontrada na estratosfera, este processo não se desenvolve na intensidade suficiente para que as pessoas possam ignorar medidas protetoras e preventivas inclusive quando o sol não está aparente. Os cuidados devem ser redobrados principalmente neste verão (dezembro a março), quando já é conhecido o fato de que a radiação ultravioleta deverá crescer 30% comparada à mesma estação em 2005. Os índices divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) demonstram variação superior aos 5 pontos aceitáveis pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Impacto - Em um ambiente como este previsto pelo INPE, de acordo com Canrobert, as células da pele e os neurônios da retina sofrem os maiores impactos. “Muitas vezes o efeito não é imediato, mas à medida que envelhecemos, essa agressão pode transformar-se em uma degeneração macular relacionada à idade, se manifestando por volta dos 60 anos de idade e comprometendo a visão”, observa. Conforme o médico, atualmente 25% das pessoas com mais de 60 anos de idade apresentam comprometimento da mácula e, conseqüentemente, dos neurônios da retina.
Um dos sintomas mais evidentes da degeneração macular está no embaçamento da visão central. A pessoa enxerga um objeto próximo, por exemplo, mas não consegue definir os detalhes, também apresenta dificuldade para a leitura e atividades que exijam mais da visão. Além disso, são percebidas distorções nas imagens que chegam ao cérebro.
Catarata - O cristalino, lente natural do olho, também sofre com a ação intensa dos raios ultravioleta A e B desencadeando o processo de catarata. A presença deste problema torna as cores esmaecidas em razão da opacificação do cristalino e dificulta a visão. Para a catarata, o tratamento é feito somente através de cirurgia em que a lente natural é substituída.
Já o pterígio, caracterizado pelo crescimento de uma fina membrana na superfície da córnea, em direção à pupila, além de provocar ardor e vermelhidão nos olhos, causa desconforto diante da exposição ao sol, vento, ar condicionado e até mesmo nas funções rotineiras que exijam esforço visual. Em alguns casos de pterígio também o tratamento recomendado é cirúrgico, destaca Canrobert.
“Olhos não protegidos permitem que os raios ultravioleta A e B, nocivos, atravessem o conjunto de lentes do olho que são fundamentais ao organismo humano para que o foco das imagens seja formado na retina e possamos enxergar o mundo”, explica. Canrobert alerta ainda para o horário de maior incidência dos raios ultravioleta A e B. Entre 10h e 16h, mesmo em dias nublados, a tendência é de que os raios penetrem mais facilmente nos olhos. Nesses períodos, mesmo à sombra e dentro do carro, a melhor medida é usar óculos escuros com filtros UVA e UVB.

