Gibis e poesia: alternativas à criação do pequeno leitor
13/04/2007 - 12:57
Camila Ranzi
Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão. Que atire a primeira pedra quem nunca se divertiu e aprendeu com a turminha brasileira mais famosa dos gibis. Apesar de apedrejados por muitos críticos de plantão, os gibis continuam a encantar não só crianças, mas adultos em todas as partes do globo.
Maria Rocha, coordenadora da Escola de Educação Infantil Ápice, localizada no bairro do Morumbi, em São Paulo, faz parte deste grupo. Confiante nos benefícios que os gibis trazem para o desenvolvimento infantil, a especialista mantém tais obras em todas as salas da escola. Para ela, o diferencial dos quadrinhos está na estrutura simples, porém compatível com as necessidades das crianças. “Os textos além de curtos, são escritos em caixa alta, o que facilita a leitura. Por outro lado, as imagens pontuais permitem que as crianças que não sabem ler compreendam a história”, ensina.
A psicóloga infantil Ana Cássia Maturano, também de São Paulo, explica que as histórias em quadrinhos estão configuradas em um processo de comunicação mais acessível às características psicológicas das crianças. Por isso, retratando situações cotidianas, os gibis de uma maneira bastante acessível além de transmitir valores, cultivam as primeiras sementes do gosto pela leitura.
As especialistas concordam que a poesia deve ser introduzida na infância para que a criança habitue-ser com o texto poético e desenvolva sua sensibilidade estética. Para isso, Ana Cássia acredita que a música é um interessante meio para introduzir a poesia no cotidiano infantil. “Com predomínio dos sentidos e das emoções sobre a razão, a linguagem poética musical atrai o público infantil”, explica.
Para ela, o sentido, neste caso, fica em segundo lugar. O que importa é o ritmo, as repetições, a musicalidade, a leveza, ludicidade, vivacidade, agilidade. É isso que dá prazer aos pequenos. Os textos devem ser, portanto, simples e curtos, ricos em onomatopéias, com situações cotidianas e curiosas.
A liberdade que o texto poético proporciona para a criança interpretar é apontada por Maria como essencial para o desenvolvimento da criança. Com isso, ela pode dar asas a imaginação e de quebra aprender sobre as diferentes modalidades textuais.
Mesmo que o significado não seja o mais importante, deve-se ter cuidado com a mensagem poética, pois “sempre algo fica para as crianças, principalmente estereótipos, idéias falsas, valores ultrapassados ou enredos trágicos e dramáticos”, pondera Maria.
Seja em uma viagem pelas histórias em quadrinhos ou no envolvimento intimo com a beleza da poesia, a criança tem a oportunidade de criar, imaginar, se divertir. Tem a chance de crescer, aprender, entender o mundo a sua volta. Privá-las do contato com qualquer forma de expressão artística seja por preconceito ou ignorância é um atentado ao desenvolvimento cultural dela. O papel dos adultos,enquanto mediadores entre o mundo da arte e o da criança, é expô-las a beleza das criações humanas. A decisão de se são boas ou ruins cabe ao pequeno.
Maria Rocha, coordenadora da Escola de Educação Infantil Ápice, localizada no bairro do Morumbi, em São Paulo, faz parte deste grupo. Confiante nos benefícios que os gibis trazem para o desenvolvimento infantil, a especialista mantém tais obras em todas as salas da escola. Para ela, o diferencial dos quadrinhos está na estrutura simples, porém compatível com as necessidades das crianças. “Os textos além de curtos, são escritos em caixa alta, o que facilita a leitura. Por outro lado, as imagens pontuais permitem que as crianças que não sabem ler compreendam a história”, ensina.
A psicóloga infantil Ana Cássia Maturano, também de São Paulo, explica que as histórias em quadrinhos estão configuradas em um processo de comunicação mais acessível às características psicológicas das crianças. Por isso, retratando situações cotidianas, os gibis de uma maneira bastante acessível além de transmitir valores, cultivam as primeiras sementes do gosto pela leitura.
As especialistas concordam que a poesia deve ser introduzida na infância para que a criança habitue-ser com o texto poético e desenvolva sua sensibilidade estética. Para isso, Ana Cássia acredita que a música é um interessante meio para introduzir a poesia no cotidiano infantil. “Com predomínio dos sentidos e das emoções sobre a razão, a linguagem poética musical atrai o público infantil”, explica.
Para ela, o sentido, neste caso, fica em segundo lugar. O que importa é o ritmo, as repetições, a musicalidade, a leveza, ludicidade, vivacidade, agilidade. É isso que dá prazer aos pequenos. Os textos devem ser, portanto, simples e curtos, ricos em onomatopéias, com situações cotidianas e curiosas.
A liberdade que o texto poético proporciona para a criança interpretar é apontada por Maria como essencial para o desenvolvimento da criança. Com isso, ela pode dar asas a imaginação e de quebra aprender sobre as diferentes modalidades textuais.
Mesmo que o significado não seja o mais importante, deve-se ter cuidado com a mensagem poética, pois “sempre algo fica para as crianças, principalmente estereótipos, idéias falsas, valores ultrapassados ou enredos trágicos e dramáticos”, pondera Maria.
Seja em uma viagem pelas histórias em quadrinhos ou no envolvimento intimo com a beleza da poesia, a criança tem a oportunidade de criar, imaginar, se divertir. Tem a chance de crescer, aprender, entender o mundo a sua volta. Privá-las do contato com qualquer forma de expressão artística seja por preconceito ou ignorância é um atentado ao desenvolvimento cultural dela. O papel dos adultos,enquanto mediadores entre o mundo da arte e o da criança, é expô-las a beleza das criações humanas. A decisão de se são boas ou ruins cabe ao pequeno.
