Espetáculo infantil Patinho Feio - O Vôo de Andersen faz apresentações gratuitas em comemoração à Semana da Criança

11/10/2006 - 18:05
Peter WD
Espetáculo infantil Patinho Feio - O Vôo de Andersen faz apresentações gratuitas em comemoração à Semana da Criança
Encenada pela Cia Teatro Por Um Triz, narra a vida do autor Hans Christian Andersen, desde sua infância pobre até o reconhecimento como grande escritor. Com direção de Cris Lozano, a peça traz atores contracenando com bonecos e silhuetas.

Em comemoração à Semana da Criança espetáculo infantil PATINHO FEIO – O VÔO DE ANDERSEN, fará apresentações gratuitas nos dias 12, 14 e 15 de outubro, com sessões às 14h e 16h, no Centro Cultural São Paulo. Encenada pela Cia Teatro Por Um Triz, montagem narra a vida do autor Hans Christian Andersen, desde sua infância pobre até o reconhecimento como grande artista. Com direção de Cris Lozano, peça traz atores contracenando com bonecos e silhuetas. Apresentações fazem parte da programação do evento Este Mundo É Meu, do CCSP.

Em PATINHO FEIO – O VÔO DE ANDERSEN, diversos momentos da vida de Andersen são retratados: A infância pobre; a importância do pai que sempre lhe contava histórias; a ida para Copenhague, na adolescência; os diversos nãos que recebeu ao tentar ser artista; o encontro com Jonas Collins, que lhe patrocinou os estudos e o reconhecimento como um grande escritor de literatura infantil. Três de suas histórias, O Soldadinho de Chumbo, A Roupa Nova do Rei e O Patinho Feio, também são contadas e relacionadas com momentos de sua vida.

“Levamos nove meses estudando, lendo muitos contos, análises psicológicas sobre o Andersen, fazendo improvisações, escolhendo as histórias que queríamos contar. Na época que começamos a pesquisa, não havia biografia do autor publicada no Brasil. Encontramos esse material em inglês”, afirma Péricles Raggio, que junto com Andreza Domingues e Márcia Nunes, assina o texto da peça. Os três também atuam no espetáculo.

O Soldadinho de Chumbo faz uma referência às frustrações amorosas de Andersen. A Roupa Nova do Rei mostra seu espírito crítico e seu senso de humor, quando ridiculariza a aristocracia que vive de aparências e luxos. O Patinho Feio é para muitos críticos e psicólogos uma metáfora da vida do autor: O “patinho feio” que saiu da sua pequena cidade natal, Odense, se transformou num cisne e conquistou o mundo com a beleza e o encantamento de suas histórias.

“A linguagem do espetáculo se aproxima do drama, com momentos de sátira. Abordamos questões como coragem, persistência, vocação e dedicação. Utilizamos elementos que transformam o espaço como mesas, biombos e cerca de oitenta bonecos, criando ambientes para a representação”, afirma a diretora Cris Lozano. A peça tem iluminação de Zhé Gomes e sonoplastia de Loop B. O cenário, figurinos, bonecos e adereços são assinados pela Cia Teatro Por Um Triz e Sidnei Caria. Os desenhos das silhuetas são de Charles Moss.

Espetáculo infantil Patinho Feio - O Vôo de Andersen faz apresentações gratuitas em comemoração à Semana da Criança
Na montagem, Andersen é um boneco de manipulação direta inspirado no Bunraku (teatro japonês), manipulado por três atores. Os personagens reais da vida do autor são representados pelos atores que utilizam adereços e contracenam diretamente com o boneco. As histórias O Soldadinho de Chumbo e A Roupa Nova do Rei são encenadas utilizando silhuetas. Para contar O Patinho Feio, conto que fecha o espetáculo, utilizamos a técnica do Toy Theatre (Teatro de Brinquedo), miniatura de um teatro com silhuetas movimentadas por varetas.

Espetáculo estreou na exposição Andersen 200 Anos, no SESC Pompéia, em outubro de 2005. A exposição foi uma proposta da Cia Teatro Por Um Triz que, durante a pesquisa para o espetáculo, descobriu uma faceta do autor pouco conhecida do público: os recortes em papel que ele criava para contar histórias. Percebendo a grande riqueza plástica deste material, o grupo visualizou os recortes em grande dimensão, que se transformariam em instalações e brinquedos.

Hans Christian Andersen – Nascido na pequena cidade dinamarquesa de Odense, em 02 de abril de 1805, Andersen teve uma infância humilde. Era filho de um sapateiro e de uma lavadeira. Seu pai era um homem humilde e sem instrução, mas nem por isso deixou de alimentar o espírito fantasioso do filho, pois lhe contava histórias e estimulava o interesse do menino pela literatura e pelo teatro. Quando perdeu o pai, aos onze anos, Andersen teve que ganhar a vida exercendo ofícios modestos. Aos quatorze anos juntou o pouco que tinha e foi para Copenhague, sonhando em trabalhar no teatro. Em Copenhague, conseguiu emprego no Teatro Real, mas não se saiu muito bem como ator. Tentou a dramaturgia, também sem sucesso. Não que lhe faltasse talento e criatividade, mas faltava-lhe embasamento teórico e cultural, pois havia abandonado os estudos muito cedo. Um dos diretores do Teatro Real – Jonas Collin, percebendo seus esforços e talento, resolveu patrocinar-lhe os estudos. A partir daí, Andersen começou a escrever contos, romances e poemas, publicando seu primeiro livro aos dezessete anos de idade. O reconhecimento veio aos trinta anos, quando da publicação de Contos Para Crianças. Aí descobriu sua verdadeira vocação, a de um grande contador de histórias. Andersen foi o primeiro autor a criar textos para crianças. Antes dele as publicações existentes eram de histórias da tradição oral. O dia 02 de abril, data de seu aniversário, foi escolhido como o Dia Internacional do Livro Infantil. O prêmio mais importante de literatura infantil – uma espécie de Nobel – é a Medalha Hans Christian Andersen.

Cris Lozano – Atriz e diretora de teatro, atuou em trabalhos dos diretores Vladimir Capella, Ulisses Cruz, Antonio Araújo, Johana Albuquerque, Christiane Paoli-Quito, Jayme Compri e Sérgio de Carvalho. Dirigiu os seguintes espetáculos infanto-juvenis: Patinho Feio, O Vôo De Andersen, com a Cia Teatro por um Triz (2005); Um Destino Para Julieta e Romeu, adaptação de Marcelo Romagnoli (2005); Caixa Mágica, de JG Petean (2004), prêmios APCA e COCA-COLA/FEMSA de melhor direção; Bulgóia, Repenique e Tropeço, de Hugo Possolo (2003), indicação ao prêmio COCA-COLA/FEMSA de direção; As Roupas do Rei, de Cláudia Vasconcellos (2002), prêmio APCA de melhor espetáculo, indicação ao prêmio PANAMCO de direção e O Caso da Casa, de Hugo Possolo e Carmo Murano (2000), prêmio APCA de melhor espetáculo, indicação ao prêmio PANAMCO, revelação de direção.

Cia Teatro Por Um Triz – Desenvolve um trabalho com teatro infanto-juvenil utilizando recursos do Teatro de Animação. Seu repertório apresenta releituras de clássicos infantis, resgate de contos populares e temas atuais, abordando estes universos com humor e espírito crítico. Realizou os seguintes trabalhos: a esquete Viva Máquina, apresentada na abertura do Festival Internacional de Teatro de Animação, no SESC Ipiranga (1996); História dos Fios, uma história de amor no sertão nordestino (1997); Esconde-Esconde com Lobato, texto original do grupo inspirado na vida e obra do escritor, e O Coronel e o Curupira, dando continuidade à pesquisa da cultura popular e dos mitos e lendas do nosso folclore (ambos em 1998); Princesas Daqui e Dali, uma releitura dos Contos de Fada (1999); Dona Terra, espetáculo sobre o meio ambiente (2000); Almanaque de Araque, uma aventura no mundo dos jogos de almanaque (Prêmio de melhor espetáculo no XXV Festival de Pindamonhangaba/2001); Pinóquio Etc e Tal, uma adaptação do clássico de Carlo Collodi, no qual o grupo mescla técnicas inspiradas no Bunraku, teatro de objetos e máscaras (Prêmio de melhor espetáculo no XXVIII Festival de Pindamonhangaba/2003). Paralelamente, a Cia Teatro Por Um Triz desenvolve um trabalho de arte-educação, realizando oficinas de teatro e criação de bonecos para crianças, professores e Terceira Idade. Seus espetáculos e oficinas vêm percorrendo diversas unidades do SESC (na capital e interior), Casas de Cultura, escolas, além de participar de projetos culturais em ONGs, Secretarias Municipais de Cultura e Educação.

Evento Este Mundo É Meu – Em comemoração à Semana da Criança
Centro Cultural São Paulo
Espetáculo infantil PATINHO FEIO – O VÔO DE ANDERSEN
Apresentações dias 12 (quinta-feira), 14 (sábado) e 15 (domingo) de outubro, às 14h e 16h

Para Roteiro
PATINHO FEIO – O VÔO DE ANDERSEN – Estreou dia 2 de setembro de 2006, sábado, às 16h. Texto: Andreza Domingues, Márcia Nunes e Péricles Raggio. Direção: Cris Lozano. Com a Cia Teatro Por Um Triz. Elenco: Andreza Domingues, Márcia Nunes, Péricles Raggio, Wagner Dutra. Duração: 50 minutos. Recomendação: a partir de 05 anos. Ingressos: R$6,00 Sábado, domingos e feriados, às 16h. Até 22 de outubro. Projeto Escola: 6694-8807 / 9162-7107. Nos dias 12, 14 e 15 de outubro as apresentações serão gratuitas, com sessões às 14h e 16h.

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO – Sala Paulo Emílio Salles Gomes – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, tel: (0XX11) 3383-3422. Capacidade 110 lugares. Acesso para deficientes. Abertura da bilheteria uma hora antes do início dos espetáculos. Estacionamento conveniado Costa Brava, na rua Vergueiro 1149, a R$3,00 a 1a hora e R$1,00 as demais. Lanchonete.


Informações à Imprensa
Amália Pereira
(11) 3159-1822 / (11) 9762-5340
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