Ana Cecília grava Paraíso Tropical antes de atuar em filme alemão
07/03/2007 - 14:44
Camila Ranzi

A atriz Ana Cecília, 36 anos, debuta no horário nobre da TV Globo como a prostituta Valderez em Paraíso Tropical, próxima novela das oito, com estréia no dia 5 de março.
A personagem gerencia o bordel de Amélia Viana (Suzana Vieira), que morrerá nos primeiros capítulos da história de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Ela sofrerá um infarto ao saber que a área do resort, onde funciona a casa, será comprada pelo grupo empresarial de Antenor Cavalcanti (Tony Ramos), em uma cidade fictícia, no Sul da Bahia.
Depois da morte da amiga e do fechamento do bordel, Valderez deixa a prostituição, passa a trabalhar em uma loja de conveniência e a investigar o seu segredo: a adoção de Paula (Alessandra Negrini) como sua filha. A moça tem uma irmã gêmea, Taís (Alessandra Negrini), que vive no Rio de Janeiro. Uma não sabe da existência da outra.
Para imprimir realismo e um toque popular na composição da personagem, a atriz encontrou com prostitutas da ONG da Vida, dona da marca de roupas Daspu, no Rio de Janeiro. “Eu e Gabriela Leite (coordenadora da entidade e da grife) conversamos muito. Ao me aproximar desse universo, perdi a impressão de que as prostitutas são vitimas da sociedade. Elas exercem uma profissão como outra qualquer”, afirma Ana Cecília.
A intérprete se dedica às gravações da novela desde novembro de 2006, primeiramente em Arraial D’Ajuda e Trancoso, onde fez cenas externas. Agora, cumpre uma rotina de gravações, no Projac, centro de produção da TV Globo, em Jacarepaguá, no Rio.
Cinema na Alemanha
Depois do término das gravações da novela, Ana Cecília embarcará para a Europa, onde filmará o longa-metragem Amadas, Geliebte (Amadas, Enamoradas), durante dois meses, na Alemanha, Portugal e Itália. A diretora e roteirista Kirsten Lilli desenvolveu especialmente para a atriz baiana a personagem Isabel, uma diretora de teatro brasileira.
A obra vai debater como monogamia e urbanismo podem influenciar na convivência entre as pessoas. Falada em inglês, ela deverá ser exibida no Brasil no próximo ano. Filmes experimentais e instalações de videoarte são a marca da produção da alemã Kirsten Lilli.
Esta não será a primeira experiência profissional de Ana Cecília fora do país. Em 2001, ela atuou em duas obras do cinema independente alemão, os curtas-metragens Braindogs, de Zsolt Bács, e Mr Bonés, sob direção de Lise Raven. Protagonizou ainda o espetáculo teatral Hahnem Kammem, em Berlim. Atrás das câmeras, trabalhou como assistente de direção e preparadora de elenco em três longas-metragens alemães: Aura (2004); Eclipse (2002); e Bad Boy (2000).
Com curso livre de teatro pela Universidade Federal da Bahia e vivência na Oficina de Atores da TV Globo, ela estudou artes cênicas em Berlim, com bolsa de estudos do Instituto Goethe. Ana Cecília é formada em cinema pela Universidade Estácio de Sá, tendo concluído o curso em 2005, no Rio de Janeiro, onde reside. Apaixonada por cinema, tem vários cursos na área.
Paralelamente, ao longo dos 11 anos de sua carreira como atriz, Ana atuou à frente de sua produtora, a Delphina Filmes, dirigindo produções institucionais e ficcionais. A próxima empreitada é um curta-metragem, Ana te Mando Notícias, em homenagem à poeta Ana Cristina Cesar. Ela recolheu diversos depoimentos de pessoas que conviveram com Ana C., como o do seu irmão, Flávio Lens, e o do poeta Armando Freitas Filho. Há cinco anos, trabalha no roteiro juntamente com Márcia Heloísa. “Nosso argumento não tocará no suicídio dela, ele é colorido”, conta Ana Cecília.
Valderez, a personagem em Paraíso Tropical, é o seu oitavo trabalho como atriz em televisão, desde sua estréia em 1996. Ela foi Madalena, a personagem que morreu afogada na minissérie JK, contracenando com o personagem Coronel Licurgo, interpretado por Luís Melo, no ano passado, na Globo, e atuou nas novelas Canavial de Paixões (2003) e A Pequena Travessa (2002), as duas sob direção de Henrique Martins, no SBT. Em cinema, sua última participação foi no longa-metragem Garotas do ABC, de Carlos Reichenbach, em 2003.
Televisão
Paraíso Tropical (2007) - TV Globo, direção Dennis Carvalho.
JK (2006) - TV Globo, direção Dennis Carvalho.
Canavial de Paixões (2003) – SBT, direção Henrique Martins.
A Pequena Travessa (2002) – SBT, direção Henrique Martins.
Vidas Cruzadas (2000) – Record, direção Atillio Riccó.
O Direito de Nascer (1998) – SBT, direção Roberto Talma
Dona Flor e Seus Dois Maridos (1997) - TV Globo, direção Mauro Mendonça Filho.
Tocaia Grande (1996) - TV Manchete, direção Walter Avancini.
Cinema
Garotas do ABC (2003), direção Carlos Reichenbach.
Braindogs (2001, Alemanha), direção Zsolt Bács.
Mr Bonés (2001, Alemanha), direção Lise Raven.
Com que Roupa? (1998), direção Ricardo Van Steen.
Livre (1997), direção Ralf Tambke e Márcia Paraíso.
Teatro
Hahnem Kammem (2001), TreatrkKreatur, Berlim.
Drama das Estações (2000), Paço Imperial, RJ.
Passeio pelo Expressionismo (2000), Paço Imperial, RJ.
Jekyll-Hyde (1998), Teatro Glaucio Gil, RJ
A personagem gerencia o bordel de Amélia Viana (Suzana Vieira), que morrerá nos primeiros capítulos da história de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Ela sofrerá um infarto ao saber que a área do resort, onde funciona a casa, será comprada pelo grupo empresarial de Antenor Cavalcanti (Tony Ramos), em uma cidade fictícia, no Sul da Bahia.
Depois da morte da amiga e do fechamento do bordel, Valderez deixa a prostituição, passa a trabalhar em uma loja de conveniência e a investigar o seu segredo: a adoção de Paula (Alessandra Negrini) como sua filha. A moça tem uma irmã gêmea, Taís (Alessandra Negrini), que vive no Rio de Janeiro. Uma não sabe da existência da outra.
Para imprimir realismo e um toque popular na composição da personagem, a atriz encontrou com prostitutas da ONG da Vida, dona da marca de roupas Daspu, no Rio de Janeiro. “Eu e Gabriela Leite (coordenadora da entidade e da grife) conversamos muito. Ao me aproximar desse universo, perdi a impressão de que as prostitutas são vitimas da sociedade. Elas exercem uma profissão como outra qualquer”, afirma Ana Cecília.
A intérprete se dedica às gravações da novela desde novembro de 2006, primeiramente em Arraial D’Ajuda e Trancoso, onde fez cenas externas. Agora, cumpre uma rotina de gravações, no Projac, centro de produção da TV Globo, em Jacarepaguá, no Rio.
Cinema na Alemanha
Depois do término das gravações da novela, Ana Cecília embarcará para a Europa, onde filmará o longa-metragem Amadas, Geliebte (Amadas, Enamoradas), durante dois meses, na Alemanha, Portugal e Itália. A diretora e roteirista Kirsten Lilli desenvolveu especialmente para a atriz baiana a personagem Isabel, uma diretora de teatro brasileira.
A obra vai debater como monogamia e urbanismo podem influenciar na convivência entre as pessoas. Falada em inglês, ela deverá ser exibida no Brasil no próximo ano. Filmes experimentais e instalações de videoarte são a marca da produção da alemã Kirsten Lilli.
Esta não será a primeira experiência profissional de Ana Cecília fora do país. Em 2001, ela atuou em duas obras do cinema independente alemão, os curtas-metragens Braindogs, de Zsolt Bács, e Mr Bonés, sob direção de Lise Raven. Protagonizou ainda o espetáculo teatral Hahnem Kammem, em Berlim. Atrás das câmeras, trabalhou como assistente de direção e preparadora de elenco em três longas-metragens alemães: Aura (2004); Eclipse (2002); e Bad Boy (2000).
Com curso livre de teatro pela Universidade Federal da Bahia e vivência na Oficina de Atores da TV Globo, ela estudou artes cênicas em Berlim, com bolsa de estudos do Instituto Goethe. Ana Cecília é formada em cinema pela Universidade Estácio de Sá, tendo concluído o curso em 2005, no Rio de Janeiro, onde reside. Apaixonada por cinema, tem vários cursos na área.
Paralelamente, ao longo dos 11 anos de sua carreira como atriz, Ana atuou à frente de sua produtora, a Delphina Filmes, dirigindo produções institucionais e ficcionais. A próxima empreitada é um curta-metragem, Ana te Mando Notícias, em homenagem à poeta Ana Cristina Cesar. Ela recolheu diversos depoimentos de pessoas que conviveram com Ana C., como o do seu irmão, Flávio Lens, e o do poeta Armando Freitas Filho. Há cinco anos, trabalha no roteiro juntamente com Márcia Heloísa. “Nosso argumento não tocará no suicídio dela, ele é colorido”, conta Ana Cecília.
Valderez, a personagem em Paraíso Tropical, é o seu oitavo trabalho como atriz em televisão, desde sua estréia em 1996. Ela foi Madalena, a personagem que morreu afogada na minissérie JK, contracenando com o personagem Coronel Licurgo, interpretado por Luís Melo, no ano passado, na Globo, e atuou nas novelas Canavial de Paixões (2003) e A Pequena Travessa (2002), as duas sob direção de Henrique Martins, no SBT. Em cinema, sua última participação foi no longa-metragem Garotas do ABC, de Carlos Reichenbach, em 2003.
Televisão
Paraíso Tropical (2007) - TV Globo, direção Dennis Carvalho.
JK (2006) - TV Globo, direção Dennis Carvalho.
Canavial de Paixões (2003) – SBT, direção Henrique Martins.
A Pequena Travessa (2002) – SBT, direção Henrique Martins.
Vidas Cruzadas (2000) – Record, direção Atillio Riccó.
O Direito de Nascer (1998) – SBT, direção Roberto Talma
Dona Flor e Seus Dois Maridos (1997) - TV Globo, direção Mauro Mendonça Filho.
Tocaia Grande (1996) - TV Manchete, direção Walter Avancini.
Cinema
Garotas do ABC (2003), direção Carlos Reichenbach.
Braindogs (2001, Alemanha), direção Zsolt Bács.
Mr Bonés (2001, Alemanha), direção Lise Raven.
Com que Roupa? (1998), direção Ricardo Van Steen.
Livre (1997), direção Ralf Tambke e Márcia Paraíso.
Teatro
Hahnem Kammem (2001), TreatrkKreatur, Berlim.
Drama das Estações (2000), Paço Imperial, RJ.
Passeio pelo Expressionismo (2000), Paço Imperial, RJ.
Jekyll-Hyde (1998), Teatro Glaucio Gil, RJ

